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    Meio Ambiente: Coleta Seletiva
Meio Ambiente: Coleta Seletiva
 Foto: OrlandiaOnline.com.br 

A coleta seletiva é sem dúvida o primeiro e o mais importante passo para fazer com que vários tipos de resíduos sigam seu caminho para a reciclagem ou destinação final ambientalmente correta, pois os resíduos separados corretamente deixam de ir para o aterro sanitário, lixões, córregos, rios, etc.

A coleta seletiva, embora seja uma realidade em Orlândia, ainda está um pouco distante do ideal, merecendo uma reflexão.
Conforme estudo realizado pela Cooperlol – Cooperativa de Trabalho dos Recicladores de Orlândia, em 2014 e considerando que a cidade de Orlândia possuía neste mesmo ano 12.482 domicílios, segundo dados da prefeitura municipal, ficou constatado que apenas 29% das residências destinavam corretamente os resíduos sólidos para serem coletados.

Portanto, com estes dados, inferimos que há um potencial hipotético de expansão na participação da população na ordem de 71%.
Segundo relatório do SNIS - Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento – 2012, a cidade de Orlândia encaminhou para reciclagem cerca 1.200 toneladas das 13.200 toneladas de resíduos coletadas no ano de referência, isto significa que em 2012 o município reciclou aproximadamente 9,09% do lixo coletado.

Segundo o estudo da Cooperlol no ano de 2012, caso a coleta seletiva estivesse acontecendo em 100% das residências o índice de reciclagem da cidade de Orlândia estaria em torno de 25%.
Estes indicadores mostram claramente que uma maior participação da população aumentaria de sobremaneira a quantidade de resíduos destinados a coleta seletiva.

Entretanto, a comunidade sabe que ao separar adequadamente o resíduo residencial e colocá-lo a disposição da coleta seletiva, está contribuindo para a preservação ambiental e para a inclusão social.

A questão, ou melhor, a pergunta que se faz é:
Como aumentar a participação da população na coleta seletiva do município?

Entendemos que há a necessidade de ser criado um círculo virtuoso, ou seja, uma sucessão contínua de ações e reações que tenham como objetivo o crescimento contínuo da coleta seletiva, que como conseqüência permitirá também reduzir os custos relativos aos serviços geridos pelo poder público municipal.
Com a palavra os atores envolvidos, afinal, todos somos partes envolvidas; população, setor público, iniciativa privada, coletores, entre outros.

Então, o debate está aberto!
“É através da coleta seletiva que conscientizamos uma comunidade sobre o problema do desperdiço dos recursos naturais e da poluição que causamos ao meio ambiente”.

José Fernando Martinelli
Engenheiro Agrônomo
Especialista em Gestão Ambiental
Ex-Secretário Municipal do Meio Ambiente de Orlândia.
Servidor Público Municipal

Postada em 24/04/2015 por: Lucas Corbacho
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Cooperativa de Trabalho dos Recicladores de Orlândia